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Nome científico: Cariama cristata Classe: Aves Ordem: Gruiformes Família: Cariamídae
Seu nome vem do tupi siriema (pequeno nhandú), ou seriema (nhandú com crista). Ave típica do cerrado, a siriema é imponente, de cauda longa e crista formada por um tufo de penas, que mede aproximadamente 12 cm. Sua plumagem é cinza-amarelada, com riscas finas e escuras. Seu abdome é mais claro e o bico e as pernas são vermelhos. É uma das raras aves dotadas de pestanas. Pode ter altura de até 70 cm e 90 cm de comprimento (até a cauda) com peso de até 1,4 kg. Seu canto é melodioso, e pode ser ouvido a mais de 1 Km de distância
A alimentação da siriema é composta basicamente de roedores, insetos e pequenos répteis, como lagartos e cobras. Costumam matar suas presas jogando-as várias vezes contra o chão.

Durante o dia, as siriemas saem normalmente em casais ou grupos pequenos para procurar alimentos pelo chão. Elas caminham e correm em grande velocidade e só voam ao se sentir muito ameaçadas. São extremamente desconfiadas e não toleram a aproximação de supostos inimigos. À noite dormem em galhos de árvores.
O casal de siriemas constrói seu ninho em árvores e põe dois ovos quase brancos (ligeiramente rosados, com pintas castanhas). O casal se reveza no ninho, para chocar seus ovos. Os filhotes nascem após 26 a 29 dias, e os pais costumam criar apenas um dos filhotes, que fica duas semanas no ninho, sendo alimentado.

Siriema do Mato Grosso (Mário Zan/Nhô Pai) Ó Siriema do Mato Grosso Teu canto triste me faz lembrar Daqueles tempos que eu viajava Tenho saudade do teu cantar Maracaju, Ponta Porã Quero voltar ao meu sertão Rever os campos Que eu conheci E a siriema eu quero ouvir Ó siriema quando tu cantas Do Mato Grosso a saudade vem Ó siriema quando tu choras E vai embora, choro também.
A última foto foi gentilmente cedida pelo hóspede Marcelo Pires, do Rio de Janeiro