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Foto gentilmente cedida pelo hóspede Marcelo Pires, do Rio de Janeiro

Nome científico: Ramphastos toco Classe: Aves Ordem: Piciformes Família: Ramphastidae
O tucano-açú, também chamado de tucanaçú ou simplesmente tucano, que pode ter cerca de 66 cm de comprimento (incluindo o bico, que chega a 19 cm) e pesar pouco mais de 0,5 Kg, é o maior representante da família Ramphastidae. Sua maior característica é o desproporcional tamanho de seu bico, bem como seu colorido. O bico, apesar do tamanho e da aparência pesada, é leve, por não ser uma estrutura óssea maciça. Mesmo sendo oco, seu bico é muito resistente e útil para descascar frutos e intimidar outros animais. Seus pés possuem dois dedos dianteiros e dois traseiros, que lhe proporcionam excepcional sustentação nos galhos das árvores.
Seu principal habitat são as matas de galeria e capoeiras dos cerrados. É o único da família que não vive exclusivamente em florestas. Sua ocorrência vai desde a Amazônia até o Paraguai, Bolívia e Argentina, passando por todo o cerrado brasileiro. Não habita o nosso litoral. Sua área de distribuição aumentou nos últimos anos, em função dos desmatamentos que reduziram seu habitat original.
Sua alimentação constitui-se basicamente de insetos, ovos e filhotes de outros pássaros, pequenos lagartos e muitas frutas. É uma ave de hábitos diurnos.
A reprodução dos tucanos acontece a partir do final da primavera, quando a fêmea põe de 2 a 4 ovos em ninhos no alto das árvores. O casal se reveza chocando os ovos, e os filhotes nascem entre 16 e 20 dias. Ao nascer, seu bico é muito grande, contrastando com o corpo pequeno. Os olhos se abrem depois de três semanas. Os pais os alimentam até chegar o momento de sua saída do ninho, após cerca seis semanas. O bico só terá a cor definitiva alguns meses depois. O tucano pode viver até 20 anos.
O tucano-açú ainda não é considerada uma espécie ameaçada de extinção, mas sua captura visando tráfico para outros países e até mesmo para ser vendido clandestinamente no Brasil, vem reduzindo sua população, pondo em risco a diversidade genética. A maioria dos animais capturados morre durante o transporte.